Uma das cidades com mais assistência para pessoas em situação de rua, Belo Horizonte se destaca pela contratação de profissionais chamados educadores pares, pessoas que já tiveram uma trajetória de vida nas ruas e hoje integram as equipes de referência que auxiliam essa população.
“Ter alguém com trajetória nas ruas na equipe que atende às pessoas nessa condição é muito bom porque você quebra aquele gelo entre equipe e usuário, já que há alguém ali que muitas vezes já tem algum contato ou algum tipo de vínculo com elas”, explica à Agência Nossa o diretor do Departamento de Proteção Social Especial do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que atuou na Prefeitura da capital mineira.
A presença desses profissionais com vivência nas ruas também é importante para que a política pública formal chegue a lugares em que as equipes de atendimento ainda não alcançaram pela falta de conhecimento sobre a sobrevivência nas ruas. “Só uma pessoa que de fato conhece aquele território e conhece aquele lugar da própria vivência é que sabe levar as equipes até ali”, complementa.
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