Ao menos dois ex-militares da FAB (Força Aérea Brasileira) são apontados pela Polícia Federal como suspeitos de integrarem uma organização criminosa responsável pela exploração de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.
As informações fazem parte da operação Buruburu, deflagrada na quinta (17) pela PF e que mira um esquema de logística e financiamento do garimpo na área de preservação. Um homem suspeito de ser membro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) também teria participado do grupo -ele morreu em uma troca de tiros este ano.
Ao todo, os agentes cumprem 11 mandados de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e 19 mandados com medidas cautelares expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal em Roraima. Segundo documentos da investigação aos quais a reportagem teve acesso, dois ex-integrantes da FAB (Força Aérea Brasileira) participavam do grupo: Marcos Denes de Santos Souza e Marcio Jose Muller.
O primeiro foi alvo de busca e apreensão e de sequestro de bens, enquanto o segundo, além das duas ações, também teve contra si expedido um pedido de prisão preventiva. A FAB não respondeu. Além das diligências, a Justiça autorizou o bloqueio de cerca de R$ 300 milhões dos investigados. A estimativa dos agentes é que o grupo tenha causado R$ 1,2 bilhão em impactos socioambientais e extraído quase R$ 700 milhões em ouro ilegal da terra indígena.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.