O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, prestará um novo depoimento à Polícia Federal (PF), no dia 19 de novembro. Cid, que firmou um acordo de colaboração premiada após ser preso em maio de 2023, é investigado por fraudes em certificados de vacinação contra a covid-19, uma tentativa de golpe de Estado e o esquema de venda de joias recebidas por Bolsonaro de autoridades estrangeiras.
O advogado de Cid, Cezar Bittencourt, afirmou que é normal surgirem novas informações durante as investigações, o que pode levar a novos depoimentos. Caso Cid não cumpra os termos do acordo, ele poderá perder os benefícios da delação, como a liberdade provisória. Cid foi inicialmente preso na Operação Venire, que investiga fraudes no sistema de vacinação, mas foi solto após firmar a colaboração.
As investigações indicam que Cid esteve envolvido na elaboração de uma minuta de golpe contra o Judiciário e ministros do STF. Mensagens em seu celular mostraram que, mesmo com dados que confirmavam a segurança das urnas, o grupo ligado a Bolsonaro continuou com planos de desestabilização eleitoral. Em março, Cid foi preso novamente por obstrução de Justiça, mas foi libertado em maio pelo STF.
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