Uma ex-assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) foi denunciada sob acusação de participar da lavagem de dinheiro do filho, o miliciano Adriano da Nóbrega, morto em 2020 em uma operação policial na Bahia.
De acordo com a denúncia divulgada nesta quinta-feira (19) pelo Ministério Público estadual, Raimunda Veras Magalhães integrou uma rede de pessoas e empresas usada para "receber, movimentar e ocultar valores oriundos do jogo do bicho".
A advogada Manoela Santos, que representa Raimunda, disse que ainda não teve acesso aos autos. Flávio, que é pré-candidato à Presidência, não quis comentar por não ter tomado conhecimento da acusação. Raimunda foi uma das denunciadas no esquema de "rachadinha" atribuído a Flávio pelo MP-RJ no período em que esteve na Alerj. O caso foi arquivado em 2021 após a anulação de provas pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo o MP-RJ, Adriano controlava pontos de jogo do bicho em Copacabana em associação com o bicheiro Bernardo Bello. A investigação apontou que quatro empresas movimentaram R$ 8,5 milhões.
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