O presidente norte-americano Joe Biden recebeu nesta semana, em Washington, 49 líderes de nações africanas e da União Africana (UA), além de representantes de mais de 300 empresas, para a Cúpula de Líderes EUA-África.
O objetivo do evento foi “aprofundar as muitas parcerias que temos no continente africano”, segundo a secretária de imprensa da Casa Branca Karine Jean-Pierre. Por trás disso, porém, está a influência crescente de China e Rússia, que tem forçado o Ocidente, capitaneado pelos EUA, a ampliar os investimentos na região.
A presença de Moscou na África pode ser notada sobretudo no âmbito militar, com a atuação cada vez mais forte dos mercenários do Wagner Group em diversos países africanos, em parceiras firmadas com a suposta intenção de combater o extremismo islâmico.
Segundo a estratégia de Washington para a África subsaariana, documento divulgado em agosto deste ano, “a Rússia vê a região como um ambiente permissivo para paraestatais e empresas militares privadas, muitas vezes fomentando a instabilidade para benefício estratégico e financeiro”.
Atualmente, Beijing investe cerca de quatro vezes mais que Washington no continente africano, segundo análise do Eurasia Group. O comércio China-África no ano passado foi de US$ 254 bilhões, contra US$ 64,3 bilhões norte-americanos.
Diante de tais números, o presidente deixou claro durante a cúpula que pretende reduzir a desvantagem. Ele projeta investir US$ 55 bilhões no combate à insegurança alimentar e às mudanças climáticas e em novas parcerias comerciais. Também promete apoiar o ingresso da UA como membro permanente do G20, grupo formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia (UE).
Fonte: Reuters
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