O governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, que passa a vigorar nesta sexta-feira (24). A medida, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, substitui uma taxa global temporária de 10% e se soma à sobretaxa de 25% já em vigor. Com isso, a tributação sobre certas exportações do Brasil para o mercado estadunidense pode atingir até 37,5%. O USTR alega que o país não possui mecanismos eficazes para barrar a importação de bens fabricados com trabalho escravo em setores como alumínio, eletrônicos e algodão.
A decisão afeta outros 53 países, incluindo economias como China, Japão e Reino Unido, sob a justificativa de evitar que a entrada dessas mercadorias crie uma concorrência desleal para os trabalhadores norte-americanos. Em resposta, o governo brasileiro classificou a sanção como "arbitrária" e "injustificada", destacando que apresentou informações sobre suas leis e ações de fiscalização. O Brasil também reforçou que utilizará a Lei de Reciprocidade e acionará a Organização Mundial do Comércio (OMC).
Para conter os impactos econômicos nas empresas atingidas pelas novas barreiras tarifárias, o governo brasileiro informou que manterá ações de apoio e incentivo ao setor exportador por meio do Plano Brasil Soberano. A estratégia inclui a oferta de linhas de crédito e o direcionamento para a abertura de novos mercados internacionais, enquanto o país busca soluções no campo diplomático.
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