O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou novas regras para controlar a exportação de chips usados em inteligência artificial (IA), impactando países como o Brasil. A medida visa limitar o avanço tecnológico da China, mas também impõe restrições a outras nações, incluindo cotas para importação de GPUs, limitando a quantidade de chips adquiridos anualmente.
Os países foram classificados em três grupos: aliados dos EUA, como Reino Unido e Japão, não enfrentam restrições; o Brasil está no grupo intermediário, com um limite de 1.700 GPUs anuais. A medida visa permitir o desenvolvimento de IA sem possibilitar a criação de grandes centros de dados para novos modelos. Além disso, empresas americanas precisam de permissão para construir data centers no Brasil.
As novas regras dificultam o desenvolvimento de IA no Brasil, especialmente em etapas caras como o pré-treinamento de modelos, que pode custar milhões de dólares. Especialistas, como Anderson Soares da UFG, alertam que a burocracia imposta pelas novas medidas limita a inovação. No cenário global, a ação dos EUA também intensifica a disputa tecnológica, especialmente com a China, na chamada "guerra dos chips".
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