Durante visita oficial ao Panamá, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, classificou como “inaceitável” a presença chinesa em portos estratégicos do Canal do Panamá e anunciou novas medidas de cooperação militar com o governo panamenho. Em discurso na base naval Vasco Nuñez de Balboa, onde foi inaugurado um novo cais financiado pelos EUA, Hegseth afirmou que o canal é um ponto central de disputa geopolítica e prometeu impedir que a China ameace sua operação.
A declaração provocou uma reação imediata da embaixada chinesa no Panamá, que acusou os Estados Unidos de interferência indevida e “chantagem”. Segundo nota publicada nas redes sociais, o governo chinês defendeu que as decisões comerciais do Panamá são soberanas e criticou a tentativa norte-americana de enfraquecer a cooperação sino-panamenha por meio de uma “campanha sensacionalista”.
O embate ocorre em meio às negociações de venda da Panama Ports Company, subsidiária da chinesa CK Hutchison Holdings, para um consórcio liderado pela americana BlackRock Inc. Avaliado em US$ 22,8 bilhões, o acordo transferiria o controle dos principais portos do canal para mãos americanas.
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