O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou novas restrições de visto direcionadas a donos e executivos de agências de viagem sediadas na Índia, acusadas de facilitar redes de imigração ilegal. A medida, divulgada na segunda-feira (19), se ampara na Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA e atinge inclusive pessoas que, em circunstâncias normais, teriam acesso ao Programa de Isenção de Visto. A decisão marca um endurecimento na política migratória do país, com foco na responsabilização de intermediários.
Segundo a embaixada americana em Nova Délhi, há um esforço conjunto entre os setores consular e de segurança diplomática para rastrear indivíduos e empresas envolvidas no tráfico de pessoas. “Aplicar as leis de imigração dos EUA é fundamental para proteger os americanos e manter o Estado de Direito”, afirmou Tammy Bruce, porta-voz do Departamento de Estado. A embaixada também alertou, via redes sociais, que ultrapassar o tempo de permanência autorizado poderá resultar em deportação e proibição definitiva de entrada.
A ofensiva faz parte de uma estratégia mais ampla, retomada no segundo mandato de Donald Trump, para conter a migração irregular com o apoio de sanções diplomáticas. O tema foi discutido em janeiro entre o secretário de Estado Marco Rubio e o ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, em meio a um contexto sensível das relações bilaterais. A ação sinaliza que o governo dos EUA pretende agir de forma mais agressiva contra facilitadores internacionais da imigração clandestina.
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