A Casa Branca oficializou, nesta quarta-feira (7), a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações internacionais, sendo 31 delas vinculadas à ONU e 35 entidades independentes. Segundo o governo de Donald Trump, a medida é fruto de uma revisão estratégica que identificou instituições que atuam de forma contrária aos interesses nacionais, promovendo o que classificou como "políticas climáticas radicais" e agendas globalistas que ferem a soberania e a economia norte-americana.
O comunicado oficial destaca que a iniciativa visa encerrar o uso do dinheiro do contribuinte em entidades consideradas ineficientes ou ideologicamente conflitantes com as prioridades dos EUA. O governo pretende realocar esses recursos em missões que tragam retorno direto ao país. A decisão aprofunda uma postura já adotada em gestões anteriores do republicano, que já havia interrompido o financiamento a órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a UNESCO e o Conselho de Direitos Humanos da ONU.
A saída em massa dessas organizações sinaliza um isolamento diplomático voluntário e um foco rigoroso na política externa "América Primeiro" (America First) neste início de 2026. Além das agências citadas, o corte atinge novamente a UNRWA, agência de assistência aos palestinos, sob a justificativa de pressionar por reformas e novas negociações de paz. A medida gera incertezas sobre o funcionamento de diversos programas globais de saúde, direitos humanos e meio ambiente que dependiam do suporte financeiro e político de Washington.
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