O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos publicou uma licença que flexibiliza, até o dia 23 de outubro de 2026, as sanções financeiras contra a Venezuela. A medida emergencial visa autorizar transações de recursos destinadas à assistência humanitária após dois fortes terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingirem o país vizinho. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) ressaltou, porém, que a decisão não desbloqueia bens anteriormente congelados pelo embargo norte-americano.
Os tremores provocaram uma série de desabamentos, concentrados principalmente no estado de La Guaira, deixando um rastro de destruição com quase 3 mil feridos e o número de mortos já se aproximando de 600. Diante da tragédia, diversos países, incluindo o Brasil, anunciaram o envio de ajuda humanitária à população venezuelana, assistência que corria o risco de ser obstruída pelas severas restrições bancárias internacionais.
Alvo de sanções econômicas dos EUA desde 2017, a Venezuela enfrenta historicamente o bloqueio de seus canais financeiros e o congelamento de ativos no exterior, fatores que aprofundaram o colapso econômico local. Com a nova licença temporária, o governo dos EUA abre uma exceção exclusivamente para que os fundos de socorro e suporte às vítimas do desastre natural possam ser movimentados sem as punições previstas no embargo.
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