Promotores dos Estados Unidos apresentaram ontem (8) novas acusações criminais contra o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por suposta conspiração para torturar opositores políticos e cidadãos norte-americanos. As acusações foram acrescentadas ao processo já existente contra o casal por tráfico de drogas.
Segundo a acusação, nove pessoas teriam sido vítimas de tortura, entre elas três cidadãos dos Estados Unidos. O documento cita episódios ocorridos durante o período em que Maduro esteve no poder e aponta que a prática faria parte de um sistema de repressão. Maduro e Flores negam as acusações. Eles haviam se declarado inocentes das acusações anteriores e ainda não apresentaram resposta formal às novas acusações.
Maduro e Flores foram capturados em 3 de janeiro, em Caracas, durante uma operação militar dos Estados Unidos, e levados para Nova York. Os dois permanecem presos no Brooklyn e enfrentam julgamento previsto para junho de 2027. Caso sejam condenados por todas as acusações, poderão receber pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão.
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