A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, acusou a China e a Rússia de encorajarem a beligerância da Coreia do Norte e impedirem o Conselho de Segurança de tomar medidas para frear o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Ela afirmou que os países usam seu poder de veto como membros permanentes do Conselho para favorecer Pyongyang, permitindo que a nação comunista lance mísseis balísticos impunemente.
A Coreia do Norte realizou cinco demonstrações de mísseis neste mês em protesto contra exercícios militares dos EUA e da Coreia do Sul. A Rússia e a China têm impedido o Conselho de impor novas sanções à Coreia do Norte através de seu poder de veto. A última sanção foi estabelecida em 2017, sob o governo de Donald Trump. Em maio de 2022, o Conselho tentou punir o regime novamente, mas a iniciativa foi bloqueada pela negativa de Moscou e Pequim.
A embaixadora afirmou que a população da Coreia do Norte é quem mais sofre com essa situação, já que o Conselho não pode impor sanções que privariam o país de assistência humanitária. Isso aliviaria o sofrimento da população e permitiria que a comunidade internacional fornecesse a assistência necessária.
Essas acusações feitas pela embaixadora americana na ONU destacam a tensão entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, bem como a influência da Rússia e da China na região. A situação mostra a dificuldade de resolver os conflitos internacionais, principalmente quando as potências mundiais têm interesses divergentes.
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