Após três pregões seguidos de queda e de ter flertado com fechamento abaixo de R$ 5,00, o dólar encerrou a sessão dessa semana em alta de 2,03%, cotado a R$ 5,1476, na máxima do dia. O estresse mais forte na reta final do pregão ocorreu em meio mínimas do Ibovespa e à forte aceleração dos ganhos da moeda americana no exterior, em especial na comparação com o euro.
O tombo do real veio no bojo de alta das taxas dos Treasuries e de fortalecimento global da moeda americana, após dados fortes de geração de emprego nos EUA em janeiro desautorizarem apostas em fim iminente do aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano).
O termômetro do desempenho do dólar frente a pares fortes é o índice DXY que subiu mais de 1,20% e chegou a se aproximar dos 103,000. A moeda americana também avançou em bloco frente a divisas emergentes e de países exportadores de commodities. As cotações do petróleo recuaram no mercado internacional, com o contrato do tipo Brent para abril em baixa de 2,71%, a US$ 79,94 o barril.
O relatório de emprego nos EUA (payroll) revelou geração de 517 mil vagas de emprego no país em janeiro, bem acima da média (190 mil) e do teto (305 mil) de Projeções Broadcast. Já a taxa de desemprego caiu de 3,5% em dezembro para 3,4%, e o salário médio por hora na comparação anual subiu 4,43%, acima do esperado.
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