quinta, 23 de abril de 2026
26/09/2021   08:10h - Cães & Gatos

Estudo tem o objetivo de auxiliar tutores de animais com visão comprometida

 

Para entender como os oftalmologistas veterinários gerenciam os casos de cegueira irreversível e relatar as causas mais comuns de cegueira, foi desenvolvido o estudo “Pesquisando oftalmologistas veterinários para avaliar conselhos e condutas a tutores de animais de estimação com cegueira irreversível”.

 

 

Um de seus desenvolvedores, o médico-veterinário, especializado em Oftalmologia Veterinária e doutor em Ciências Veterinárias, André Tavares Somma, comenta que a ideia inicial de estudar parte dos mecanismos pelos quais animais com privação visual irreversível reagem a esta condição surgiu ainda durante o período de coleta de dados de uma pesquisa que conduziu no mestrado. “Nesta pesquisa, realizamos a descrição de uma retinopatia hereditária em cães da raça whippet, que culmina com cegueira irreversível e que, até então, era desconhecida nesta raça”, conta.

 

 

Segundo Somma, ele adotou alguns cães oriundos desta pesquisa e passou a conviver com whippets cegos, o que fez aumentar sua curiosidade sobre o tema. “Na tentativa de orientar estas pessoas e entender melhor, inclusive, o que ocorria com os meus cães, constatamos durante a revisão bibliográfica do estudo, que a literatura sobre o tema é escassa. Surgiu, então, a ideia de compilar informações técnicas obtidas por meio de respostas a um questionário destinado a médicos-veterinários oftalmologistas dos principais colegiados da especialidade: Colégio Norte Americano de Oftalmologia Veterinária (ACVO), Colégio Europeu de Oftalmologia Veterinária (ECVO) e Colégio Latino-Americano de Oftalmologia Veterinária (CLOVE)”, afirma.

 

 

Chave para a prevenção da Hepatite Infeciosa Canina é a vacinação

 

Entre as diversas doenças que acometem cães está a Hepatite Infeciosa Canina (HIC). Ela é, segundo a professora titular aposentada do Departamento de Clínica Médica, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, da Universidade de São Paulo (FMVZ-SP), Mitika Kuribayashi Hagiwara, uma doença infectocontagiosa, que acomete o cão doméstico, o lobo, a raposa, o coiote e outros canídeos.

 

 

A doença não é uma zoonose e a infecção pode ocorrer, pelo fato de os animais infectados eliminam o vírus por tecidos e secreções corpóreas, como urina, saliva, secreções nasais, tendo assim a transmissão direta.

 

 

A professora Mitika Hagiwara comenta que a infecção pode variar desde a forma inaparente, transcorrendo de forma absolutamente assintomática, a formas discretas e moderadas, nas quais o animal pode apresentar febre, dor abdominal, êmese, diarreia.

 

 

Ela afirma ainda que há um modo de prevenção: vacinas caninas multicomponentes, conhecidas popularmente como V8 e V10. “Elas contêm o Adenovírus tipo 2, que protege os cães contra a doença respiratória causada pelo adenovírus respiratório (tipo 2) e ao mesmo tempo contra a infecção causada pelo vírus da hepatite infecciosa canina (adenovírus tipo 1). A vacina contra a hepatite infecciosa está incluída no rol das vacinas consideradas essenciais, ao lado da vacina contra a cinomose e a vacina contra a parvovirose canina. Portanto, o CAV2 está obrigatoriamente presente nas vacinas virais caninas.

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