quinta, 23 de abril de 2026
22/02/2024   12:00h - Ciência & Tecnologia

Estudo responde o que ocorre no órgão nos segundos finais

Um estudo realizado na Universidade Charité, na Alemanha, com participação da Universidade de Cincinnati, Estados Unidos, lançou luz sobre um dos fenômenos mais intrigantes da existência humana: os momentos finais da vida no cérebro.

 

Utilizando avançadas técnicas de monitoramento neural, a equipe identificou padrões e processos até então desconhecidos, revelando um intricado panorama dos segundos que antecedem a morte.

 

Compreendendo as últimas sinapses

 

O estudo concentrou-se na atividade cerebral de pacientes em estado terminal, revelando que à medida que a morte se aproxima, os neurônios enfrentam dificuldades em manter seus íons carregados, integrantes essenciais para a transmissão de sinais elétricos entre eles.

 

Com a diminuição do fluxo sanguíneo e, consequentemente, da oxigenação cerebral, as sinapses entre os neurônios cessam gradualmente, em uma tentativa do órgão de conservar energia diante do inevitável. Os especialistas identificaram um fenômeno denominado “depressão alastrante”, uma última onda de atividade elétrica caracterizada pela desativação sequencial das regiões cerebrais.

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