Um estudo do Instituto Votorantim, em parceria com a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) e o Instituto Itaúsa, mapeou a vulnerabilidade climática de todos os municípios brasileiros, destacando seis tipos de riscos, como inundações e deslizamentos. O "Índice de Vulnerabilidade Climática dos Municípios" aponta que as regiões Norte, Nordeste e partes do Sudeste são as mais afetadas, com municípios de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) enfrentando maiores dificuldades devido à falta de recursos e infraestrutura.
O levantamento identificou também riscos elevados de inundações e alagamentos, especialmente na Região Norte, mas também em áreas do Sudeste e Sul, como o litoral de São Paulo, onde cidades como Paraty e Angra dos Reis apresentam alta vulnerabilidade. Apesar da maior disponibilidade de recursos no Sudeste, a falta de soluções eficazes ainda persiste.
O estudo alerta ainda para os riscos de deslizamentos, especialmente em Minas Gerais e São Paulo, onde o relevo acidentado e as chuvas intensas aumentam o perigo. Apesar da disponibilidade de dados e da capacidade técnica, o país carece de uma postura preventiva mais eficaz, com planejamento para mitigar os impactos de eventos climáticos extremos.
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