Um levantamento inédito revela que, entre 141 mecanismos financeiros ativos na Pan-Amazônia, apenas 12 (8,5%) têm foco na sociobiodiversidade e 48 (34%) apoiam diretamente cadeias da bioeconomia, de maneira mais ampla. O estudo, intitulado "Financiando a bioeconomia da Pan-Amazônia" e apresentado na COP30 em Belém-PA, foi coordenado pela Rede Pan-Amazônica de Bioeconomia, com apoio de empresas que criam soluções para o mercado financeiro.
A bioeconomia pan-amazônica, que é a área geográfica que abrange a maior parte da floresta, é um caminho para o desenvolvimento socioeconômico inclusivo, baseado no uso sustentável da biodiversidade, na valorização dos conhecimentos tradicionais e na inovação científica. Embora o conceito seja recente, as práticas que sustentam a bioeconomia já acontecem nos territórios amazônicos há gerações, impulsionadas por quem vive e produz na floresta.
Apesar do avanço do tema, o estudo mostra que ainda há um desafio central: tornar o acesso a financiamentos mais adequado à realidade local de quem vive na Amazônia, fazendo assim, o negócio prosperar.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.