Uma recente pesquisa está desafiando antigas concepções sobre a relação entre massa cerebral e massa corporal nos animais. Publicado na renomada revista Nature Ecology and Evolution, o estudo sugere que a evolução dos cérebros animais segue um modelo curvilinear, revelando que os animais maiores possuem cérebros proporcionalmente menores do que se acreditava anteriormente.
Realizada por uma equipe de especialistas da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Reading, no Reino Unido, a pesquisa analisou 1.504 valores de massa cerebral e corporal de mamíferos.
A descoberta surpreendente é que a relação entre esses dois parâmetros não é log-linear, como se pensava, mas log-curvilinear. Em outras palavras, quando a correlação é plotada em uma escala logarítmica, forma-se uma curva ao invés de uma linha reta. A equação que melhor representa essa relação é um polinômio de segunda ordem, indicando que o aumento da massa cerebral diminui à medida que os mamíferos crescem.
Os resultados destacam que animais maiores tendem a ter cérebros menores do que o previsto pelo antigo modelo linear. Além disso, a pesquisa revela que primatas, roedores e carnívoros evoluíram cérebros maiores rapidamente, enquanto outros grupos não seguiram essa tendência.
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