quarta, 21 de outubro de 2026
30/09/2026   15:20h - Meio Ambiente

Estudo do IPAM e CNI indica potencial de R$ 20,6 bilhões no mercado ambiental

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), lançou o estudo “Cadeias Produtivas, Indústria e a Implementação do Código Florestal”. O documento mapeou o avanço da conformidade ambiental e a situação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) na Amazônia e no Cerrado, identificando que a agropecuária é a principal atividade econômica em 83% dos municípios amazonenses e em 74% dos municípios do Cerrado. A publicação aponta que acelerar a regularização dos imóveis é decisivo para garantir a competitividade internacional e a rastreabilidade das commodities brasileiras, como soja, carne bovina e silvicultura.

 

Na Amazônia, o Pará lidera o índice com quase metade dos cadastros analisados. Contudo, mesmo nos registros já avaliados, a maioria ainda aguarda a conclusão da regularização ambiental. O estudo revelou ainda que a Amazônia e o Cerrado somam cerca de 20 milhões de hectares em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais com necessidade de recuperação. A restauração de 20% a 50% desse passivo possui potencial para gerar até 1,9 milhão de empregos na Amazônia e 1,2 milhão no Cerrado.

 

As duas regiões reúnem aproximadamente 70 milhões de hectares de vegetação nativa mantidos além das exigências legais. Esse excedente preservado pode alimentar o mercado de Cotas de Reserva Ambiental (CRA) para compensação de déficits, movimentando cerca de R$ 20,6 bilhões anualmente (considerando valor de referência de R$ 500 por hectare/ano). Para o IPAM e a CNI, converter a informação territorial em prioridades e investimentos assegura conformidade socioambiental, mitiga riscos comerciais e fortalece a economia verde na região.

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