Sunday, 07 de June de 2026
30/04/2026   14:20h - Meio Ambiente

Estudo de longo prazo na Amazônia descarta teoria de savanização

Um estudo de longo prazo realizado em Querência (MT) revelou que a floresta amazônica possui uma alta capacidade de recuperação, contestando a teoria da savanização defendida desde a década de 90. Após duas décadas de monitoramento de áreas afetadas por secas e queimadas, os pesquisadores observaram que a vegetação nativa consegue retomar seu espaço, em vez de ser substituída por gramíneas típicas do Cerrado.

 

Embora resiliente, a “nova” floresta apresenta limitações e nasce mais vulnerável. De acordo com o pesquisador Leandro Maracahipes, da Universidade de Yale, a diversidade de espécies nessas áreas regeneradas ainda é 30% a 50% inferior à original, com árvores de madeira menos densa que morrem mais facilmente. Para que a restauração ocorra, é indispensável cessar os incêndios e manter florestas nativas próximas que sirvam como fonte de sementes.

 

A descoberta transforma a visão sobre o antigo “Arco do Desmatamento”, que passa a ser encarado como um potencial “Arco da Restauração”. Os cientistas reforçam que, apesar da capacidade natural de volta da floresta, a preservação contínua e o plantio em áreas degradadas são essenciais para garantir o acesso à água no ecossistema e a manutenção dos serviços ambientais da região.

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