quinta, 23 de abril de 2026
16/07/2021   09:40h - Entretenimento

Estreia de Se Eu Fosse Um Rato retoma parceria entre artistas de Manaus e Fortaleza

 Retomando a parceria com o dramaturgo cearense Marcos Miramar, o espetáculo Se eu fosse um rato, produzido e atuado pelo ator amazonense Ítalo Rui, tem estreia virtual marcada para o dia 18 de julho (domingo), às 18hs (Manaus) /19hs (Brasília). O solo, que terá exibição gratuita é inspirado em uma situação real e bastante inusitada que aconteceu na cidade de Bensheim, na Alemanha e traz à cena, a vida de um homem chamado Alaor cuja vida vira de cabeça para baixo após o resgate de um rato. “O ponto de partida para a dramaturgia foi o resgate de uma rata que ficou presa em uma tampa de esgoto em uma cidade na Alemanha.

 

Quando eu vi a matéria em 2019, fiquei impressionado com aquela história e fiquei pensando que isso dava mote para muitas interpretações. Imagina só sete homens do corpo de bombeiros de uma cidade salvarem um rato porque a população pediu? Isso seria inimaginável no Brasil. Pensando nisso, convidei o Marcos para escrever um texto tendo esse resgate como ponto de partida”, relata Ítalo. A montagem do espetáculo, que tem direção assinada pelo artista Gleidstone Melo, é uma realização do Projeto Pontes Móveis, contemplado no edital Conexões Culturais 2019, da Prefeitura de Manaus, através da Manauscult.

 

O projeto, além de prever a montagem do solo, realizou dois laboratórios de criação com artistas locais, um sobre dramaturgia, com o dramaturgo Marcos Miramar, e outro sobre atuação, com o idealizador do Pontes Móveis, Ítalo Rui. A última etapa do projeto é a estreia do solo, de modo virtual.

 

O link de acesso ao espetáculo estará disponível no perfil oficial do projeto no Instagram @pontesmoveisprojeto. Após a exibição, que será gratuita, haverá um bate papo entre os artistas criadores e público.

 

Para o diretor, houve vários desafios no decorrer da montagem, mas destaca dois em específico, que seriam as pausas durante a realização da montagem da obra, por conta da pandemia, e a dramaturgia. A montagem, que teve início em novembro de 2020, só ficou pronta em meados de junho de 2021. “A dramaturgia não me trouxe tantas imagens assim, então veio meio papel de direção para buscar preencher essas lacunas.

 

Nesse sentido, foi meio difícil”, relata Melo. Mesmo apontando esses desafios, Gleidstone reforça que a obra não se limitou a retratar a mesma situação que aconteceu na cidade alemã, ponto de partida para todo o espetáculo. “Obviamente que nós pegamos algumas referências do rato para a construção do personagem, mas a situação em si é um ponto de partida”, finaliza.

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