Antes visto como símbolo de exagero e “cafonice retrô”, o mullet reaparece em 2026 em versões mais discretas e contemporâneas, consolidando-se como a principal tendência de cabelo masculino do ano. O corte ganhou destaque recente no tapete vermelho do Globo de Ouro 2026, adotado por atores como Jacob Elordi, Glen Powell e Connor Storrie, reforçando sua aceitação no universo da moda e do entretenimento.
Caracterizado por laterais e frente curtas, com a parte de trás mais longa, o mullet tem origens antigas. Registros históricos indicam que o corte já era usado na Antiguidade por povos como romanos, vikings e comunidades nativas, com funções práticas de proteção contra o frio e o sol. Antes dos anos 1990, o penteado chegou a ser chamado de “pigmaleão”, em referência ao mito grego, por ser moldado de forma personalizada ao rosto de quem o usava.
A popularização do mullet moderno ocorreu a partir dos anos 1970 e se consolidou nos anos 1980, impulsionada principalmente pela música. David Bowie, na fase Ziggy Stardust, tornou-se um de seus maiores ícones, seguido por nomes como Michael Jackson e Iggy Pop.
Já nos anos 1990, o corte perdeu o caráter contracultural e ganhou versões mais exageradas. Agora, revisitado com equilíbrio e estilo, o mullet retorna como um símbolo de reinvenção estética.
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