O Estado Islâmico-Khorasan (EI-K) reivindicou a autoria de um atentado contra um restaurante frequentado por chineses em Cabul, deixando sete mortos e reacendendo o alerta sobre a segurança no país. O grupo extremista declarou que a China se tornou um alvo prioritário em represália às políticas de Beijing contra a minoria muçulmana uigur e pelo apoio econômico que o governo chinês oferece ao regime Taleban.
A estratégia do EI-K visa minar a credibilidade do Taleban, que tenta atrair investimentos estrangeiros para estabilizar a economia afegã sob a promessa de segurança. Ao atacar engenheiros e empresários chineses, os extremistas buscam isolar o governo talibã diplomaticamente e provar que o regime atual não possui controle total sobre o território nacional, desafiando a legitimidade do grupo no poder.
Apesar de o Taleban afirmar que o Estado Islâmico está neutralizado, analistas alertam para a capacidade operacional de suas células móveis, que também já realizaram ataques no Paquistão e Tadjiquistão. A rivalidade entre as duas facções transformou cidadãos chineses em peças de um jogo geopolítico violento, onde a ideologia extremista e os interesses econômicos da Ásia Central colidem.
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