Novas observações do famoso buraco negro M87*, o primeiro a ser fotografado na história, voltaram a surpreender a comunidade científica. Astrônomos utilizaram telescópios de raios-X para analisar o gigante cósmico, localizado no centro da galáxia Messier 87, e descobriram que o jato de matéria emitido por ele é muito mais inquieto e instável do que os modelos teóricos anteriores previam.
Os dados revelaram que os fluxos de plasma expelidos quase à velocidade da luz sofrem variações abruptas de brilho e energia em curtos períodos de tempo. Esses “solavancos” indicam que os campos magnéticos ao redor do horizonte de eventos do buraco negro estão mudando de configuração de maneira rápida e turbulenta, criando um ambiente dinâmico e caótico.
Essa instabilidade ajuda os cientistas a decifrarem como as partículas são aceleradas a níveis tão extremos para emitir radiação de alta frequência. A descoberta desafia as teorias tradicionais sobre o repouso relativo desses gigantes espaciais e abre novos caminhos para entender o comportamento extremo da física sob a influência de forças gravitacionais intensas.
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