Nos dias 29 e 30 de maio, o espetáculo Ancestrais, idealizado pela professora e multiartista Cléia Alves, encerra sua potente temporada no Teatro da Instalação, no Centro de Manaus. A obra, que percorreu espaços simbólicos como o Quilombo do Barranco de São Benedito e escolas públicas, propõe uma experiência imersiva de dança, poesia e percussão, evocando a ancestralidade negra e indígena com entrada gratuita e rodas de conversa após as apresentações.
Com participação especial do Grupo Cultural Afroameríndio Malungo Dudu e uma ambientação sensível que une iluminação, cenário e sonoplastia, o espetáculo transforma o palco em território sagrado de memória e resistência. “A dança aqui é mais que estética. É evocação, é pertencimento”, afirma Cléia. As rodas de conversa terão mediação de Bianca Alencar (dia 29) e Francis Baiardi (dia 30), abrindo espaço para trocas e escutas coletivas.
A proposta artística nasceu como resposta aos retrocessos sociais e à invisibilização das raízes afro-brasileiras e indígenas. Valendo-se de expressões como maracatu, capoeira, boi-bumbá e dança dos orixás, Ancestrais convida o público a refletir sobre identidade, afirmação étnica e legado espiritual. A iniciativa tem apoio de instituições como o Governo do Estado, UEA e comunidades quilombolas, fortalecendo a cultura como ferramenta de transformação.
POR: RAYRA LIMA
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