Tuesday, 09 de June de 2026
19/07/2021   17:00h - Economia

Especialista dá dicas de como usar bem o dinheiro da restituição do Imposto de Renda

 Muitos brasileiros já começaram a receber a restituição do Imposto de Renda (IR). O valor é ressarcido pela Receita Federal, para quem declarou IR e tenha pago mais impostos do que deveria ao longo de 2020. Mas, o que fazer com esse valor extra na conta bancária? Para ajudar os contribuintes, o professor dos cursos de Gestão da Faculdade Santa Teresa, Luís Carlos Ramos, dá algumas dicas. 

 
 
 
 
“Primeiro, é necessário saber se o contribuinte tem direito à restituição acessando o site da Receita Federal e realizando a consulta. Vale lembrar que o valor recebido irá depender das rendas, deduções, despesas com dependentes, pagamentos efetuados e até mesmo planos de previdência complementar, como o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), que permitem dedução de até 12% no imposto”, frisou o especialista. 
 
 
 
 
Ramos explica que também é importante notar que se trata de uma receita extra-orçamento, uma vez que o contribuinte não tem noção exata de quando a devolução será executada, até o governo definir e publicar o calendário para pagamento dos lotes. E, mesmo assim, não se sabe em qual lote o contribuinte será contemplado, pois isso depende da ordem de apresentação das declarações. 
 
 
 
 
A grande maioria das restituições varia entre R$ 1.000 a R$ 10.000, e é um dinheiro que pode ser utilizado para a satisfação de algumas necessidades do contribuinte. “Em minha opinião, a principal destinação desses recursos deveria ser para quitar dívidas emergentes, aquelas em que o contribuinte pode obter descontos se pagas antecipadamente, ou para evitar cobranças de juros posteriores”, sugere o contador.
 
 
 
 
Para ele, optar por investir esses recursos, tendo dívidas já contraídas, não parece uma boa opção, haja vista que o valor dos rendimentos é muito inferior ao que se cobra de juros no país. 
 
 
 
 
“Caso as dívidas não impactem no orçamento doméstico, a restituição pode servir para uma reserva emergencial, e aí sim, cabe a utilização em investimentos, particularmente aqueles que confiram uma liquidez mais imediata, já que se trata de aplicação para resgate em necessidades prementes”, indica o professor da Faculdade Santa Teresa.
 
 
 
 
Se o contribuinte possui o orçamento em ordem e uma poupança para eventualidades, a dica de Ramos é empregar o recurso em algo que possa trazer um benefício e não simplesmente um consumo sem necessidade. Cita ele, por exemplo, aquela pequena reforma na casa, que já vem sendo adiada há tempos, a viagem de relaxamento com a família em um feriadão para recompor as energias, enfim, qualquer situação que traga a possibilidade de melhorar a sua qualidade de vida. 
 
 
 
 
“Isso também vale para quem possui planos de previdência complementar: a restituição também pode ser destinada para fazer um aporte em seu plano. Com isso, vai aumentar a reserva matemática que permitirá, no vencimento da aplicação, ter uma alternativa melhor de rendimentos, para o caso de saque total ou para melhorar as parcelas que serão destinadas a rendas vitalícias ou não vitalícias”, explica o professor.

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