Segundo a médica-veterinária pós-graduada em oftalmologia veterinária, doutora em oftalmologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Maura Krahembuhl Wanderley Bittencourt, é preciso atualizar o entendimento sobre a chamada “lágrima ácida”.
“Apesar de amplamente utilizada por tutores e até profissionais, essa denominação trata-se de um termo leigo, que não representa com precisão o processo fisiológico envolvido. O nome correto é cromodacriorréia, uma condição caracterizada pelas manchas escuras nos pelos ao redor dos olhos de cães e gatos”, explica.
De acordo com a profissional, a cromodacriorréia é observada com maior frequência em cães e gatos braquicefálicos. Entre os cães as raças mais acometidas são poodle, bichon frisé, maltês, chihuahua, bulldog, shih tzu e spitz. Já nos gatos a maior predisposição é em persas, himalaio, exótico e british shorthair.
No entanto, estudos recentes mostram que, na realidade, a lágrima em si não é ácida. Bittencourt comenta que até o momento não existe qualquer correlação comprovada entre o pH da lágrima e o surgimento dessas manchas. “Mesmo assim, essa alteração estética, frequentemente, indica um problema de base, que merece investigação, pois pode impactar a saúde ocular e dermatológica dos animais”, ressalta.
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