Aos 92 anos, a espanhola Mari Cruz Alonso, ainda usa caderno e caneta para tomar notas nas aulas para adultos. Vai à escola quatro dias por semana com uma motivação que vem de longe: aprender. Admirada pelos colegas de turma. A procura de conhecimento faz-se agora num dos setenta centros de educação de adultos da comunidade de Madrid.
Segundo o Ministério espanhol da Educação, existem cerca de 200 mil estudantes adultos em Espanha. Cerca de 10% têm mais de 64 anos de idade. A maior parte são mulheres. Os alunos séniores tratam a sala de aula como local de aprendizagem, mas também de convívio e os professores dizem que, além de reforçarem a agilidade mental dos idosos, estas aulas servem como antídoto para outro flagelo da velhice: a solidão.
Nas palavras da professora Isabel Marín, no caso de Mari Cruz, "o importante não é apenas que ela seja apoiada pelo grupo, porque todos a apoiam e protegem por ser a mais velha, mas sim a reciprocidade. Todos se sentem apoiados no seu quotidiano". Este ano, a Unesco alcançou a meta de tornar o direito à educação ao longo da vida uma realidade em 140 países.
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