Uma operação conjunta entre forças de segurança internacionais resultou na apreensão recorde de aproximadamente 10 toneladas de cocaína em alto-mar, próximo ao arquipélago das Canárias. A ação, realizada entre os dias 6 e 7 de janeiro de 2026, interceptou um navio mercante que transportava a droga escondida sob uma carga lícita de sal. A embarcação tinha como destino a Europa e havia realizado escalas em portos brasileiros antes de ser abordada.
Batizada de Operação Maré Branca, a ofensiva foi coordenada pela Polícia Nacional da Espanha com apoio estratégico da Polícia Federal brasileira, da DEA norte-americana e de autoridades da França e de Portugal. Ao todo, 13 tripulantes de diversas nacionalidades foram detidos por agentes do Grupo de Operações Especiais. Segundo as investigações da Procuradoria Especial Antidrogas espanhola, o navio era utilizado por uma organização multinacional para o tráfico transnacional em larga escala.
A logística da apreensão enfrentou desafios técnicos, uma vez que o navio ficou sem combustível e precisou ser rebocado por cerca de 12 horas até o porto após a interceptação. O entorpecente estava distribuído em 294 pacotes camuflados no compartimento de carga. Para a Polícia Federal, o sucesso da missão em 2026 reafirma a eficácia da inteligência compartilhada entre países no combate às estruturas financeiras e operacionais de organizações criminosas globais.
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