As escolas de ensino médio em tempo integral registraram uma queda inesperada em seu Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre 2019 e 2023, recuando de 4,51 para 4,44 pontos. Segundo pesquisa dos economistas Ricardo Paes de Barros e Laura Müller Machado, do Insper, divulgada pela CNN, o declínio acendeu um alerta para especialistas, já que esse formato é tido como uma das principais estratégias para elevar a qualidade do ensino no país.
Em contrapartida, as escolas de tempo parcial apresentaram melhora no mesmo intervalo, com a nota média subindo de 4,12 para 4,21 pontos. Com essa aproximação, a vantagem de desempenho que as instituições de jornada ampliada possuíam em relação às regulares encolheu cerca de 40% em apenas quatro anos, diminuindo a distância histórica entre as duas modalidades.
Pesquisadores apontam que a expansão extremamente rápida do modelo integral pelas redes estaduais, onde as matrículas cresceram de forma acelerada, pode ter reduzido o rigor e as condições ideais de implementação física e pedagógica. Embora as escolas integrais ainda superem a média nacional, os autores do estudo advertem que o modelo exige altos custos de manutenção e não pode ser expandido de forma descuidada.
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