Uma explosão atingiu a parede externa de uma escola judaica em Amsterdã na madrugada de sábado (14), em um ato classificado pela prefeita Femke Halsema como uma "agressão covarde". Apesar dos danos materiais limitados e da ausência de feridos, a polícia local já iniciou investigações e analisa imagens de videovigilância que registraram um homem instalando o artefato explosivo no bairro de Buitenveldert.
O atentado não é um caso isolado e integra uma série de ataques recentes contra instituições judaicas na Europa, com incidentes semelhantes registrados em sinagogas em Roterdã, nos Países Baixos, e em Liège, na Bélgica. Em resposta à violência em Roterdã, as autoridades neerlandesas confirmaram a detenção de quatro jovens suspeitos de envolvimento, enquanto o governo reforça a condenação a qualquer ato de intimidação contra minorias religiosas.
O aumento da insegurança para a comunidade judaica na região ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio. Autoridades locais e líderes políticos, como Rob Jetten, alertam para o impacto do conflito internacional na segurança interna, reiterando a necessidade de proteger alvos vulneráveis e conter a escalada de violência motivada por questões geopolíticas e religiosas.