O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o grupo xiita libanês não entregará suas armas e que só aceitará dialogar sobre o tema quando a ameaça de Israel deixar de existir — mesmo que isso leve a um novo confronto armado.
“Não vamos abrir mão da nossa fé nem da nossa força. Estamos prontos para o confronto. Não haverá rendição nem entrega das armas da resistência, e Israel não conseguirá tirá-las de nós”, declarou o secretário-geral do Hezbollah, em discurso transmitido pela televisão libanesa. O grupo é classificado como organização terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia.
Segundo o clérigo xiita, o armamento do Hezbollah é o principal obstáculo à expansão do Estado de Israel e uma ferramenta essencial para proteger o Líbano. Por isso, ele condiciona qualquer discussão interna sobre o desarmamento ao fim da ameaça israelense.
Mesmo com o cessar-fogo firmado em novembro de 2024, Israel tem realizado ataques quase diários ao território libanês, incluindo grandes bombardeios. Somente nesta semana, doze pessoas morreram em ataques no Vale do Bekaa, no leste do país.
Além disso, tropas israelenses permanecem posicionadas em cinco colinas no sul do Líbano, desrespeitando o acordo de cessar-fogo. Na semana passada, o presidente libanês pediu a retirada imediata das forças de Israel, alegando que sua presença impede o exército libanês de assumir o controle da fronteira.
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