Maria de Padilla nasceu em 15 de setembro de 1334, em Palencia, pertenceu à uma família nobre Castelhana, filha de Juan García de Padilla (pai) e María González de Hinestrosa (mãe), que eram originários de Padilla de Abajo (anteriormente Padiella de Yuso) – um município espanhol localizado na província de Burgos, região onde os membros eram pessoas destacadas na sociedade da época, e faleceu em Sevilha, em julho de 1361, e foi graças à ela que, em 1353, Dom Pedro I de Castela, o jovem rei de 19 anos, escolheu governar como um autocrata apoiado no povo, casando-se com Branca de Bourbon como forma de fortalecer os laços políticos e criando uma aliança entre Castela e França.
Por volta dos 20 anos, em maio de 1352, Maria de Padilla foi apresentada a Dom Pedro I (com 18 anos incompletos) por intermédio de João Afonso de Albuquerque, o senhor de Alburquerque, mordomo-mor de Maria de Portugal (rainha de Castela e mãe de Dom Pedro I de Castela) e artífice do casamento de Dom Pedro I de Castela com Branca de Bourbon.
Dom Pedro I estava em uma expedição de verão às Astúrias, na costa, para combater o meio-irmão Enrique de Trastámara que estava revoltado.
Mesmo contra a vontade da própria Branca de Bourbon, no dia 25 de fevereiro de 1353, ela chega em Valladolid, com seu séquito chefiado pelo Visconde de Narbona, para assumir seu lugar como esposa de Dom Pedro I de Castela, mas Pedro I encontrava-se em Torrijos, com Maria de Padilla prestes a dar à luz.
Em 3 de junho do mesmo ano, houve a cerimônia da boda de Pedro I de Castela com Branca de Bourbon, apadrinhada por Dom Juan Afonso de Albuquerque e sua tia Leonor de Aragão.
Três dias mais tarde, após romper a aliança com a França, o rei Dom Pedro I abandona sua esposa e se dirige à Puebla de Montalbán, onde Maria de Padilla se encontrava.
O partido político, adverso a Pedro I de Castela, descobre que ele havia se casado, secretamente, com Maria de Padilla e exerce pressão política contra o reinado de Dom Pedro I.
Don Beltran de la Sierra, núncio do papa, intimou o rei a retomar Branca como sua esposa. O rei, entretanto, preferiu mantê-la afastada, mandando-a de Siguenza para Jerez de la Frontera e, mais tarde, para Medina Sidonia, até que, em 1361, Branca de Bourbon é envenenada e morta, aos vinte e cinco anos, pelo besteiro Juan Perez de Rebolledo.
Alguns meses após a morte de Branca de Bourbon, em Medina Sidonia, Maria de Padilla morre durante a pandemia da peste bubônica de 1361.
Dom Pedro fez seu velório e enterro como o de uma grande rainha, fazendo com que seus súditos beijassem as mãos de Padilla, e a enterrou nos jardins de seu castelo.
Posteriormente, seus restos mortais foram sepultados em Astudillo, onde ela havia fundado um convento.
Com o Arcebispo de Toledo considerando justas e honrozas as razões que levaram Dom Pedro I de Castela a abandonar Branca de Bourbon, tendo em vista os conflitos com os Franceses, Pedro I deparou-se com uma Corte disposta a ratificar a afirmação de seu rei e assumir Maria de Padilla como a legítima rainha.
No entanto, D. Pedro só fez de D. María Rainha de Castela em abril de 1362 (nove meses após sua morte), ao declarar, com a aquiescência das autoridades eclesiásticas de Sevilha, terem se casado em segredo, mesmo já tendo se casado duas vezes, formal e publicamente: com a nobre francesa Branca de Bourbon, em junho de 1353; e com a portuguesa Joana de Castro (meia-irmã da “linda” Inês, que também, como D. María, fora rainha depois de morta), em 1354.
Com a confirmação de que Maria de Padilla foi a única esposa do rei Dom Pedro I de Castela, seus restos mortais foram transferidos para a Capela dos Reis na Catedral de Sevilla.
No início da história de Maria de Padilla, diz-se que Dom Pedro I apaixonou-se por ela por ser uma jovem linda e sedutora que, dizem, teria ido morar no castelo como dama de companhia de Dona Maria, mãe de Dom Pedro.
Ela foi sim a amante de Dom Pedro, mas também a rainha. Encarnada como Maria de Padilla, a amante do rei de Castela teve com ele quatro filhos (ver abaixo).
Dona Maria de Padilla e Dom Pedro I de Castela se casaram secretamente em Olmedo, um município da Espanha na província de Valladolid, comunidade autónoma de Castela e Leão.
Em 1361, a peste bubônica assolou o reino e, para desespero de Dom Pedro I de Castela, fez de Maria de Padilla uma de suas vítimas (um ano antes do seu filho herdeiro), no Alcazar – pelas contas históricas com 27 anos.
Dizem que o rei nunca se conformou com essa morte prematura e, um ano depois, declarou, diante de todos os nobres da corte de Sevilha, que sua única e verdadeira esposa era Maria de Padilla.
Foi assim que Maria de Padilla sagrou-se como a única esposa de Dom Pedro I de Castela, tornando-se a legítima rainha e exercendo seu poder e influência mesmo depois de morta.
Maria Padilha, talvez a mais popular pombagira da Umbanda e do Camdomblé, é considerada um espírito de uma mulher muito bonita, branca, sedutora, e que em vida teria sido prostituta grã-fina ou influente cortesã (o que é mentira).
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