quinta, 23 de abril de 2026
21/08/2025   15:00h - Ciência & Tecnologia

Entenda como uma mosca está impulsionando a pesquisa biomédica brasileira

Drosophila melanogaster é uma espécie de mosca popularmente conhecida como drosófila ou mosca-das-frutas. O animal é estudado há mais de 100 anos, sendo responsável por avanços revolucionários e seis prêmios Nobel.

 

 

No Brasil, não é diferente. Em artigo publicado no portal The Conversation, os professores Marcus F. Oliveira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Marcos T. Oliveira, da Universidade de São Paulo (USP), explicam a importância da mosca para a pesquisa biomédica brasileira.

 

Os pesquisadores explicam que cerca de 75% dos genes conhecidos por causarem doenças em humanos possuem um gene correspondente no inseto. Isso significa que processos biológicos fundamentais, como desenvolvimento, proliferação celular, envelhecimento e comunicação neural, são controlados por mecanismos genéticos e moleculares semelhantes.

 

Dessa forma, as moscas tornaram-se modelos inestimáveis para desvendar patologias complexas como Alzheimer, Parkinson, diversos tipos de câncer, diabetes, distúrbios cardíacos, e até infecções pelos vírus da Zika e SARS-CoV-2. A partir da drosófila, os cientistas podem realizar triagens genéticas, toxicológicas e farmacológicas, além de manipular o desenvolvimento e o metabolismo in vivo e de acompanhar efeitos multigeracionais.

 

Em outras palavras, este animal de poucos milímetros fornece a possibilidade de fazer biologia de ponta, em um organismo completo, no Brasil. 

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