Engenheiros da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, conseguiram operar um computador básico durante seis meses usando como fonte de energia uma espécie comum de cianobactéria.
O método, publicado na quinta-feira (12) na revista Energy & Environmental Science, busca fornecer energia para diversos dispositivos eletrônicos.
As algas podem ser a solução que fornece uma opção intermediária, atuando como célula solar e uma bateria viva para fornecer uma corrente de energia confiável sem a necessidade de recarga de nutrientes.
Já sendo explorada como fonte de energia para operações maiores, as algas também podem atender inúmeros dispositivos menores.
Christopher Howe, bioquímico e um dos autores do artigo informa que esse dispositivo fotossintético não funciona como uma bateria, pois está continuamente usando a luz como fonte de energia.
O dispositivo possui um sistema bio-fotovoltaico e usa lã de alumínio como ânodo, porque é relativamente mais fácil de reciclar e menos problemático para o meio ambiente comparado a outras opções.
Também forneceu à equipe a oportunidade de investigar como os sistemas vivos interagem com as baterias de alumínio-ar geradoras de energia.
A parte ‘bio’ da célula era uma cepa de cianobactéria de água doce chamada Synechocystis, escolhida por sua onipresença e pelo fato de ter sido estudada tão extensivamente.
Em condições de laboratório perfeitas, uma versão da célula do tamanho de uma bateria AA conseguiu produzir pouco mais de quatro microwatts por centímetro quadrado. Mesmo quando as luzes estavam apagadas, as algas continuaram a quebrar as reservas de alimentos para gerar uma corrente menor, mas ainda apreciável.
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