O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promoveu, entre os dias 10 e 13 de setembro, em Brasília, um ciclo de mesas temáticas durante o XI Encontro e Feira dos Povos do Cerrado. O evento reuniu comunidades tradicionais, pesquisadores, gestores públicos e organizações da sociedade civil para debater caminhos que unam conservação, geração de renda e valorização cultural no bioma. A iniciativa ocorreu no âmbito do Projeto GEF Áreas Privadas, que atua em áreas estratégicas como a Chapada dos Veadeiros, em Goiás.
Entre os temas discutidos, ganharam destaque o fortalecimento das cadeias da sociobiodiversidade, o ecoturismo comunitário e a gestão integrada da paisagem. Produtos típicos, como baru e pequi, foram lembrados como símbolos do potencial econômico sustentável do Cerrado, enquanto experiências de turismo de base comunitária evidenciaram como a atividade pode gerar renda, conter o êxodo rural e fortalecer tradições. Representantes do MMA também apresentaram avanços da Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso, que conecta diferentes territórios e biomas por meio de corredores ambientais.
Os debates ainda reforçaram a necessidade de políticas públicas que articulem conservação e desenvolvimento, alinhadas à Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (Epanb). “O fortalecimento dessas parcerias amplia a capacidade de conservar áreas-chave do Cerrado, ao mesmo tempo em que garante justiça territorial e respeito aos saberes locais”, destacou o MMA. O encontro reafirmou o papel das comunidades como protagonistas na preservação de um dos biomas mais ameaçados do Brasil.
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