A família do empresário Matheus de Oliveira, que morreu após ser atingido três vezes por armas de choque durante uma abordagem da Polícia Militar de São Paulo, contesta a força utilizada pelos envolvidos na ação, já que o homem estaria sozinho, dominado e desarmado.
"Eu acho que foi desnecessário, porque se o carro parou ele não ia ter como fugir mais para canto nenhum. Não tinha necessidade", disse a esposa do empresário, que não se identificou por questões de segurança.
No entanto, os policiais militares alegaram que Matheus dirigia embriagado e teria resistido à prisão. Ele não teria acatado às várias ordens de parada e, depois da batida, quando foi cercado, saiu descontrolado do veículo e atacou os PMs.
Na delegacia onde a ocorrência foi registrada, os militares contaram que, primeiro, um policial tentou algemar o empresário, mas não conseguiu. Então, outro PM fez um disparo de taser. Na sequência, um terceiro policial também acionou a arma de choque. Por último, mais um policial militar usou o taser em Matheus, que desmaiou. Socorrido, ele morreu de parada cardíaca no hospital. Agora, um laudo deve revelar o que provocou a parada no coração do empresário.
Imagens de um circuito de segurança mostram uma viatura da PM parada no meio da rua para bloquear a passagem do empresário que era perseguido. O homem tenta desviar e bate o veículo no muro. Logo depois, chegam mais oito viaturas. São pelo menos 17 policiais militares envolvidos na ocorrência.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.