O relatório “Orçamento e Direitos”, divulgado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), aponta que o crescimento das emendas parlamentares e o alto custo dos juros da dívida limitaram os investimentos públicos em 2025. Com despesas totais de R$ 5,39 trilhões, o documento revela que áreas sociais estratégicas, como saúde, educação e combate à violência contra a mulher, sofreram com a redução de recursos para priorizar o pagamento de encargos financeiros.
De acordo com o levantamento, as emendas parlamentares somaram R$ 45 bilhões, ocupando 20% das despesas discricionárias e transferindo o poder de planejamento do Executivo para o Legislativo. Paralelamente, os juros da dívida consumiram R$ 371,7 bilhões, um valor cinco vezes superior ao total destinado a investimentos em infraestrutura, como hospitais e saneamento, que ficaram restritos a apenas R$ 70,8 bilhões.
O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) também destacou o impacto das renúncias fiscais, que totalizaram R$ 544 bilhões e representaram quase um quarto da arrecadação federal. Especialistas do órgão defendem uma revisão estrutural dessas políticas de austeridade e benefícios tributários para garantir que o Orçamento da União priorize a redução de desigualdades e a garantia de direitos fundamentais em vez de favorecer setores financeiros e industriais.
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