Nos últimos três anos, o Brasil consolidou uma nova fase em sua política externa, voltando ao centro das decisões globais sob a liderança do presidente Lula. O país reassumiu o protagonismo em fóruns multilaterais, destacando-se pela criação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza durante a presidência do G20 e pelo fortalecimento do Sul Global através do Brics. Em 2025, ao assumir a presidência do bloco, o governo brasileiro priorizou uma governança mais inclusiva e o financiamento de projetos sustentáveis pelo Novo Banco de Desenvolvimento.
A agenda ambiental e a segurança regional também foram pilares fundamentais dessa retomada. A realização da COP30 em Belém culminou na aprovação do “Pacote de Belém”, um conjunto de decisões focado em uma transição climática justa e na preservação de florestas. No âmbito regional, o Brasil liderou no Mercosul a estratégia de combate ao crime organizado transnacional e inaugurou o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, integrando forças de nove países para proteger o bioma e combater ilícitos fronteiriços.
Além da integração sul-americana, a diplomacia brasileira reforçou laços com blocos estratégicos como a União Europeia e a ASEAN, defendendo uma ordem mundial multipolar e a solução pacífica de conflitos. A política externa do período foi marcada pela defesa intransigente da democracia e pelo diálogo entre nações diversas, posicionando o Brasil como um articulador essencial na mediação de crises internacionais e na promoção de um desenvolvimento que concilie crescimento econômico com justiça social.
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