A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se reuniu nesta terça-feira (14/02) para tratar de casos de racismo em suas competições nacionais. A partir de agora, casos de com esse tipo de violência racial resultarão em punições para os clubes envolvidos.
A decisão da Confederação foi comunicada nesta terça, após o Conselho Técnico realizado na sede da entidade, no Rio de Janeiro. A novidade foi reiterada com a publicação do texto do Regulamento Geral de Competições de 2023, que entrará em vigor já na Copa do Brasil, a começar no dia 22 de fevereiro.
O evento reuniu representantes dos clubes brasileiros e havia a expectativa de que o tema fosse levado a votação. “A luta contra o racismo tem pressa. Medidas vêm sendo discutidas há séculos e nunca colocadas em prática. A CBF está fazendo a sua parte. Decidimos avançar ainda mais nas punições e podemos tirar até um ponto de um clube em uma das nossas competições”, declarou o presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues.
No texto publicado nesta terça, “considera-se de extrema gravidade a infração de cunho discriminatório praticada por dirigentes, representantes e profissionais dos clubes, atletas, técnicos, membros de Comissão Técnica, torcedores e equipes de arbitragem em competições coordenadas pela CBF. Além das sanções esportivas, todo e qualquer ato de racismo ou qualquer discriminação, a súmula da partida também será encaminhada ao Ministério Público e à Polícia Civil para que o processo não morra apenas na esfera esportiva. E que os infratores também sejam punidos pela lei”, completou o presidente da CBF por meio de nota oficial.
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