quinta, 23 de abril de 2026
31/03/2026   09:45h - Justiça

Em Novo Aripuanã, MP apura ausência de pedagogos e possível desvio de função em escolas

Foto: Lucas Silva/ Amazonastur

 Procedimento investiga alocação irregular de profissionais e impactos na qualidade do ensino na rede municipal


Para apurar a ausência de pedagogos nas escolas municipais e possível desvio de função desses profissionais para atividades administrativas na Secretaria Municipal de Educação, o Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Novo Aripuanã, instaurou procedimento preparatório.

 

A medida, assinada pela promotora de Justiça Jéssica Vitoriano Gomes, tramita com base em informações trazidas na Notícia de Fato nº 212.2025.000014.

 

De acordo com a Promotoria, a eventual insuficiência de pedagogos nas escolas, aliada ao desvio de função para atividades burocráticas, pode comprometer a qualidade do ensino e configurar irregularidades na gestão de pessoal, afetando o direito fundamental à educação.

 

“O foco da atuação, neste momento inicial, é compreender a atual distribuição dos profissionais na rede municipal, a fim de verificar a procedência das irregularidades apontadas. Caso confirmadas, trata-se de situação que impacta diretamente a qualidade do ensino e o adequado funcionamento do serviço público educacional”, destacou a promotora responsável.

 

Diante dos indícios, o MPAM requisitou à Prefeitura de Novo Aripuanã e à Secretaria Municipal de Educação informações sobre a quantidade de pedagogos lotados nas escolas, suas respectivas funções e as justificativas para a atual distribuição desses profissionais.

 

O MPAM reforça que a iniciativa integra sua atuação na defesa do direito à educação e na fiscalização da correta alocação de servidores públicos, visando assegurar a qualidade do ensino oferecido à população.

 

“A educação constitui foco permanente da atuação do Ministério Público na Comarca de Novo Aripuanã, especialmente no acompanhamento das condições estruturais e da organização da rede pública de ensino, com vistas à garantia de um serviço educacional adequado e de qualidade”, concluiu a promotora.

Texto: Sabrina Azevedo

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