A Suprema Corte dos Estados Unidos analisou onte (4), um processo movido pelo governo do México contra fabricantes de armas norte-americanos, acusados de facilitar o tráfico ilegal de armamentos para cartéis de drogas. O país alega que entre 70% e 90% das armas recuperadas em cenas de crime no México são produzidas nos EUA e busca uma indenização de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 60 bilhões).
O processo foi inicialmente rejeitado por um tribunal distrital, mas o 1º Tribunal de Apelações dos EUA, em Boston, permitiu que o caso prosseguisse, levando os fabricantes a recorrer à Suprema Corte. O governo mexicano argumenta que as empresas comercializam deliberadamente armas voltadas ao crime organizado e se recusam a implementar medidas que dificultariam sua adulteração e rastreamento. Já os fabricantes alegam que não têm controle sobre o uso de seus produtos e que o processo ameaça a indústria de armas dos EUA.
Grupos de controle de armas apoiam o México, argumentando que a indústria deve ser responsabilizada por contribuir para a violência transnacional. Enquanto isso, organizações como a National Rifle Association (NRA) defendem que o processo é uma tentativa de minar a proteção legal dos fabricantes, garantida por uma lei de 2005.
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