Monday, 08 de June de 2026
08/02/2023   13:30h - Mundo

Em meio a rumores de guerra, China fornece assistência militar à Rússia

Em uma escalada de ataques russos à Ucrânia, somado com o apoio americano aos ucranianos, a guerra ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (07/02). Segundo o secretário de estado dos EUA, Antony Blinken, a China estaria fornecendo apoio militar para a Rússia. Blinken se reuniria com representantes chineses na próxima semana, mas após o episódio do suposto balão espião chinês, que foi derrubado por um caça do exército dos Estados Unidos no sábado (04/02).

 

O governo chinês afirmou que o balão não passava de um dispositivo de pesquisa meteorológica que saiu de curso acidentalmente. Em contra-partida, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, rebateu as falas do secretário americano. Peskov afirma que a Rússia possui tecnologia doméstica o suficiente tanto para fortalecer sua segurança nacional quanto para coordenar ataques ao país vizinho. Além disso, tal capacidade vem sendo sistematicamente refinada. Informações apontam que a Rússia consegue produzir a maior parte de seus requisitos militares básicos internamente. Porém, depende fortemente de importações de tecnologia de uso duplo.

 

Mesmo afundada em sanções mundiais, Moscou arrumou um jeito de driblar as adversidades buscando novos intercâmbios, em sua maioria oriundos da China. Juntas as nações produzem o suficiente para manter-se de pé na guerra. Registros alfandegários mostram que Moscou recebeu da estatal chinesa Poly Technologies equipamentos de navegação para uso em helicópteros de transporte militar em agosto do ano passado.

 

António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), fez projeções pessimistas durante pronunciamento dirigido à Assembleia Geral na segunda-feira (06/02). “As nações precisam agir de forma decisiva antes que seja tarde demais”.

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