Monday, 08 de June de 2026
20/02/2024   14:45h - Política Internacional

Em meio a fracassada liderança, Milei tenta conter efeitos do aumento de preços

A classe média que ainda consome saúde e educação privadas na Argentina tem sido uma das principais afetadas pela explosão de preços que o país vive desde dezembro. A inflação, que já vinha alta desde 2022 e durante as eleições no ano passado, disparou ainda mais depois que o novo presidente desvalorizou a moeda local e acabou com congelamentos impostos pela gestão peronista anterior, admitindo que nos primeiros meses as medidas exigiriam o que chamou de "sacrifícios dolorosos" da população.

 

Isso significa comprar menos ou piores produtos no mercado, deixar o carro na garagem, cancelar o plano de saúde ou até mudar os filhos de escola, cujas mensalidades devem subir de 30% a 50% neste ano letivo. Por isso, agora, o presidente ultraliberal começa a falar em auxílios também para esse grupo.

 

"Vamos incorporar um mecanismo de assistência à classe média para que as crianças não percam o colégio. Se a renda cai e você tem que mudar as crianças de escola é traumático para pais e filhos", disse Milei a uma rádio local na quinta-feira (15), às vésperas da volta às aulas em março.

 

O anúncio acontece depois que ele eliminou subsídios de transportes e energia e praticamente zerou os repasses não obrigatórios às províncias, seguindo seu grande objetivo de reduzir gastos, reequilibrar as contas públicas e liberalizar a economia -e travando uma guerra com governadores no caminho.

 

Os governadores chegaram a ameaçar deixar o governo federal sem energia ou acesso aos portos se Javier Milei não voltar atrás. "Só falta o presidente bater no Chapolin Colorado, aí não sobra mais ninguém na Argentina", disse o governador de Córdoba, Martín Llaryora, um dos que começaram apoiando o governo.

 

Fonte: Agência Reuters

Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.