Embora o brasileiro faça constantes usos de medicamentos - para as mais diversas enfermidades -, ainda é raro no país o descarte correto após o vencimento ou desuso desses fármacos.
Com o objetivo de diminuir esse cenário de poluição, o Grupo Tapajós, detentor das redes de farmácias Santo Remédio, FarmaBem e Flexfarma, pretende instalar áreas de descarte de medicamentos em todas as unidades do Amazonas até 2022.
O projeto começa com três lojas, sendo duas da bandeira Santo Remédio (unidades das avenidas Boulevard Álvaro Botelho Maia e Djalma Batista) e outra da rede FarmaBem (unidade localizada na avenida Darcy Vargas). “Temos vários casos de medicamentos que caem em desuso.
Às vezes, o paciente troca de remédio, deixa de usar porque está curado, porque sobrou ou passou da validade. Agora ele vai poder fazer o descarte correto desse produto em uma das nossas drogarias, onde daremos a ele o destino adequado, com a incineração, que é a maneira correta”, explica Sabrine Cordeiro, coordenadora farmacêutica do Grupo Tapajós. Um estudo da Universidade Federal de São João Del-Rei (MG) mostrou que, no Brasil, 20% de todos os medicamentos são descartados de forma irregular.
O dado ainda pode ser mais assustador ao se constatar que, todos os anos, o país soma aproximadamente 14 mil toneladas de medicamentos vencidos. A nova ação do Grupo Tapajós está baseada na preocupação com o meio ambiente, em obedecimento ao decreto federal de n. º 10.388, de 2020. No documento, foi instituído o ‘sistema de logística reversa de medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso’, e deve ser adotado nacionalmente nos próximos anos.
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