No contexto do 11º Fórum Parlamentar do Brics, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (PP-PB), ofereceram uma coletiva de imprensa. Questionados sobre o Projeto de Lei (PL) 2159/2021, que ficou conhecido como o PL da Devastação, aprovado no Senado Federal, e que afrouxa as regras para o licenciamento ambiental de empreendimentos no Brasil, o senador amapaense usou de ironia para falar do apoio recebido pela proposta na câmara alta do Congresso.
“Eu não posso responder essa pergunta porque eu já votei no Senado. Mas foi 54 a 13, foi bem dividido lá”, disse Alcolumbre, em tom de deboche.
Já Motta, embora mais polido, falou dos compromissos assumidos com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a respeito da tramitação do PL na Câmara dos Deputados. No entanto, deu sinais de que concorda com o texto da maneira como foi aprovado no Senado.
“Nós garantimos de maneira muito tranquila, inclusive recebi a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, no meu gabinete com aquele grupo de parlamentares, e disse que nós trataríamos o tema com muita responsabilidade. Fiz questão de registrar à ministra Marina que eu iria receber todos os atores envolvidos nessa discussão para que a partir daí pudéssemos escolher um relator que a Câmara irá com a sabedoria dos seus parlamentares decidir sobre o assunto”, afirmou Motta, passando a avaliação de mérito da discussão. “Não pode o mundo cobrar aquilo que não faz, e se cobrar tem que remunerar o país, porque nós não podemos ficar fadados a sermos um país subdesenvolvido eternamente. Isso só se faz com a divisão de riquezas. E nós temos uma legislação que preserva.
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