As mudanças climáticas têm provocado ondas de calor extremo e intensificado as queimadas em todo o Brasil, incluindo no Espírito Santo, colocando em risco a saúde tanto de humanos quanto de animais.
Segundo o médico-veterinário Victor Milanez, especializado em pneumologia e oftalmologia, os animais braquicefálicos — aqueles com focinho curto, como bulldogs e pugs — são especialmente vulneráveis a essas condições extremas.
"Esses animais já têm dificuldades respiratórias naturais, e, como a troca de calor é feita pela respiração, o calor intenso pode ser devastador", explica Milanez. A situação é ainda mais crítica em regiões atingidas por queimadas, onde o ar contaminado com poluentes, como gás carbônico, pode agravar condições respiratórias como sinusite, rinite, bronquite e pneumonia em animais. Para minimizar os riscos, Milanez recomenda evitar que os pets fiquem expostos a esses ambientes insalubres.
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