A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou 4.020 aeronaves sem autorização para voar no espaço aéreo brasileiro ou que representavam uma ameaça à segurança pública, em cinco anos, referentes ao período de janeiro de 2019 até 3 de julho deste ano. Em 90 dessas operações, foram necessários disparos para que os pilotos advertidos pousassem ou alterassem sua rota. Somente em 2023, até 3 de julho, 207 aeronaves foram interceptadas, uma média de quase uma por dia.
A maioria das aeronaves interceptadas está ligada ao tráfico de drogas ou a voos em áreas proibidas, como a Terra Indígena Yanomami. Em um caso recente, um avião Cessna 172 foi identificado na fronteira com o Peru e, após disparos de alerta, os ocupantes incendiaram a aeronave e fugiram, deixando 95 quilos de pasta base de cocaína. O número de interceptações deste ano é menor do que o dos anos anteriores; em 2021, o total foi de 1.147 operações.
A FAB atribui a redução no número de interceptações à eficiência de ações de inteligência preventiva. Utilizando aeronaves E-99 equipadas com radar e dados de diversos órgãos de segurança, a Força Aérea tem focado em pontos estratégicos para reduzir a necessidade de abordagens. As operações seguem regras estabelecidas em um decreto de 2004, que permite ações escalonadas, desde orientação via rádio até disparos contra aeronaves hostis.
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