A União Europeia (UE) está adotando uma estratégia diferenciada para garantir o fornecimento de minerais críticos, essenciais para a transição energética, ao incentivar que o refino desses materiais seja feito diretamente no Brasil. Essa abordagem contrasta com o modelo tradicional de potências como a China, que costumam extrair a matéria-prima bruta para processá-la em seu próprio território. Ao apoiar a industrialização local, o bloco europeu busca criar parcerias de longo prazo mais atraentes para os países produtores da América Latina.
Essa cooperação se dá em um momento em que a UE tenta reduzir sua dependência externa, especialmente de Pequim, que hoje domina a cadeia global de processamento de lítio, terras raras e outros minérios indispensáveis para baterias e ímãs de motores elétricos. Para o Brasil, agregar valor aos recursos naturais antes da exportação representa uma oportunidade de atrair investimentos bilionários em tecnologia, gerar empregos qualificados e posicionar o país como um polo industrial sustentável, aproveitando sua matriz elétrica amplamente limpa.
O avanço dessa parceria envolve o apoio financeiro e técnico europeu por meio de iniciativas como o programa Global Gateway, voltado para o desenvolvimento de infraestrutura sustentável em países parceiros.
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